Wado - Samba 808 (2011)

Nosso querido Wado, um dos preferidos da casa, como diria o Reverendo Massari, está de volta, lançando seu novo álbum, trata-se de Samba 808, o sexto de sua carreira.

Samba 808 traz várias participações especialíssimas, Zeca Baleiro, Chico César, Marcelo Camelo, Mallu Magalhães, Curumin, Fernando Anitelli, Fábio Góes, Alvinho Lancellotti e André Abujamra. Das 10 faixas, apenas 3 não contam com convidados.

Mais uma vez, como já tornou-se rotina em seus trabalhos, sabiamente, Wado disponibilizou o download gratuito de Samba 808 em seu site oficial.

Quanto aos destaques de Samba 808, vamos lá... “Si Próprio”, “Esqueleto”, “Surdos de Escola de Samba”, “Com a Ponta dos Dedos”, “Porta São Para Conter ou Deixar Passar”, “Recompensa”, “Não Para”, “Vai Ver”, “Jornada” e “Beira Mar”. Eu sei, acabei citando as 10 canções pois, seria injusto citar menos que isso. Mais uma vez: NOTA 10!!!



Wado - Samba 808 (2011)

1. Si Próprio [ft. Zeca Baleiro]
2. Esqueleto [ft. Curumin]
3. Surdos de Escola de Samba [ft. Chico César]
4. Com a Ponta dos Dedos [ft. Marcelo Camelo e Mallu Magalhães]
5. Porta São Para Conter ou Deixar Passar [ft. Fernando Anitelli]
6. Recompensa
7. Não Para
8. Vai Ver
9. Jornada [ft. Fábio Góes]
10. Beira Mar [ft. Alvinho Lancellotti e André Abujamra]

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O disco inexistente

Aos amigos, compositores, parceiros, jornalistas e ouvintes.

Depois de cinco discos, dez anos de chão e afirmação confirmada de que fazemos isso mais por necessidade de expressão e realização pessoal que por questões de mercado, chegamos de Alagoas agora com este Samba 808.

Tem entre duetos e parcerias uma constelação: Zeca Baleiro, Curumin, Chico César, Marcelo Camelo e Mallu Magalhães, Fernando Anitelli, Fábio Góes, Alvinho Lancellotti, André Abujamra e Momo.

E minha querida banda: Rodrigo Peixe, Pedro Ivo Euzébio, Dinho Zampier, Bruno Rodrigues e Vitor Peixoto.

Depois de conversas com alguns selos nada pareceu muito justo ou recíproco nos interesses e optamos por extremar o do it yourself deste álbum:

Estar em selo/gravadora servia para distribuição e para dar visibilidade, visibilidade gravadora não tem dado e distribuição... Os caminhos na internet têm resolvido isso melhor.

Este disco é um presente pra você.

Lançar ao mesmo tempo para o público e mídia foi nossa idéia, dando brechas para sorte e subvertendo as antigas prioridades do sistema de distribuição, que tinha como prérequisito a aceitação da mídia e espaços comprados para a divulgação.

As músicas estarão editadas de forma tradicional para rádio, TV e demais mídias e irão gerar o direito autoral de praxe.

Existem outras questões também relativas a lançar o novo disco digitalmente apenas, no site, disponibilizando todas as faixas e encarte, um contador de downloads será nosso termômetro.

Desta forma poupamos um pouco de plástico e papel deixando o disco apenas como uma obra intelectual sem suporte fixo para se ouvir, o que já é a prática da maioria (e que economiza um tanto de outras tralhas, não haverá informação tátil, pensamos mais pra frente de ter uma prensagem como souvenir de show, isso é incerto), damos um passo adiante em muitas questões, podemos ter problemas com a falta dele físico, mas me parece bem coerente com a cultura do mp3 hoje e a natureza do disco nos anos 10 que estamos vivendo.

Aos blogueiros amigos, pedimos que postem/recomendem o disco apontando para o nosso site (LINK) para que saibamos realmente quantos downloads foram feitos.

De ser o Samba 808 tocado com uma máquina velha reutilizada, de ser um refugo de tecnologia, é bem dentro do raciocínio. Baixa, deleita ou deleta, fofoca pros amigos que é bom ou ruim e convida os outros a clicarem neste borro de gêneros.


Wado



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Apanhador Só – Apanhador Só (2010)

Depois de longa espera, depois de dois promissores EP's, depois de muita expectativa (e com essa o medo da desilusão), eis que a espera foi recompensada, e muito bem. O primeiro álbum da banda portoalegrense Apanhador Só superou minhas expectativas, e muito. “Um Rei e o Zé”, “Nescafé”, “Balão-de-Vira-Mundo” etc.

Rock que acaricia a música brasileira que, retribui com muito amor, resultando orgasmos múltiplos e sobrando afeto para nossos hermanos fronteiriços e outros brothers de além-mar. Alexandre Kumpinski (voz e guitarra), Felipe Zancanaro (guitarra), Fernão Agra (baixo) e Martin Estevez (bateria) disponibilizaram gratuitamente Apanhador Só em seu site. Nós aqui, agradecemos. Desde já, um dos álbuns do ano.

Apanhador Só – Apanhador Só (2010)

01. Um Rei e o Zé
02. Pouco Importa
03. Prédio
04. Maria Augusta
05. Peixeiro
06. Bem-Me-Leve
07. Nescafé
08. O Porta-Retrato
09. Balão-de-Vira-Mundo
10. Jesus, o Padeiro e o Coveiro
11. Origames Over
12. Vila do ½ Dia
13. E Se Não Der?

DOWNLOAD do álbum completo [ZIP] via apanhadorso.com

RELEASE:
APANHADOR SÓ (2010)

Laboratório de invenções, a banda porto-alegrense Apanhador Só chega para desvendar os segredos da transmutação. Assim como faz com a sucata que serve de percussão, o quarteto encontra maneiras incomuns para usar estilos e gêneros – reinventados a ponto de eventuais influências se tornarem irreconhecíveis.

Preste atenção em “Balão-de-vira-mundo“, que ao invés de seguir de volta ao sertão nordestino de seus antepassados, vai mais ao sul e vira tango. Ou no coro de “Vila do ½ Dia“, que mostra como o barroco Clube da Esquina pode combinar com o frescor da Praia do Cassino.

Conhecida do público, “Maria Augusta” retorna com novos arranjos, mais sofisticados. Uma das faixas do EP Embrulho Pra Levar, de 2006, é hit (talvez o maior, até agora) da Apanhador Só e conquista por sua construção: uma letra-refrão com quadrinha capaz de passar entre gerações (“Se por acaso tu disser que não me quer/Eu vou correndo arranjar outra mulher”).

“Maria Augusta“, aliás, não está sozinha ao propor a sensação de antiga trova popular ou de sabedoria ancestral. Isso é o mais surpreendente: a Apanhador Só coalhou o primeiro álbum com outras tantas reflexões valiosas. Alguns exemplos: “Um rei me disse que quem deixa ir tem pra sempre” (“Um Rei e o Zé“); “Não é o prédio que tá caindo/São as nuvens que tão passando” (“Prédio“); “O nosso amor, uma garrafa de vinho/Virando vinagre devagarinho” (“Peixeiro“).

Cuidado, porém, com o que eles dizem. Essa filosofia de verdade-nas-coisas-simples volta e meia é apenas disfarce para uma visão muito mais irônica e desafiadora do mundo. Veja o caso de “Pouco Importa” e do desfecho de “Um Rei e o Zé”. Ou do discurso sombrio que vem com a brisa litorânea de “Vila do ½ Dia” (“A coisa tá ficando preta/O céu já vai perdendo o azul”). “Peixeiro” alerta: “Fica encucada/Não sabe se eu falo sério ou palhaçada”.

E não é apenas isso que torna o disco da Apanhador Só surpreendente. É verdade que as canções são fruto de longo trabalho de forja e lustre, polidas até atingir aquele ponto de assimilação quase imediata. É também verdade que são executadas e cantadas com primor, e que a assinatura de Marcelo Fruet na produção musical indica capricho. Mas essas mesmas canções sempre carregam um elemento estranho, algo que parece não se encaixar, e que faz com que Apanhador Só mude a cada audição.

Para conseguir esse resultado, contam ainda as colaborações de fora, como o jovem poeta gaúcho Diego Grando, o compositor Ian Ramil, e Estevão Bertoni, vocalista do Bazar Pamplona. A banda também recorre a uma série de objetos normalmente não usados como percussão – entre eles, furadeira, máquina registradora, pato de borracha e a roda de bicicleta, símbolo da Apanhador Só –, que relevam ouvidos atentos aos sons do mundo. Carina Levitan não mais acompanha a banda nos palcos, mas é a principal responsável pelos cacarecos levados ao estúdio.

No fim, é difícil classificar Apanhador Só, que tanto recorre à memória coletiva, como apresenta saídas experimentais impensadas. Alguns podem argumentar que é música pop, mas é apenas meia resposta. O que esses meninos fazem é música popular com espírito aventureiro.

Apanhador Só é Alexandre Kumpinski (voz e guitarra), Felipe Zancanaro (guitarra), Fernão Agra (baixo) e Martin Estevez (bateria).

“Planejei comigo mesmo: assim que tivesse acesso, ouviria o disco inteiro, numa tacada só, antes de abrir a boca. Não consegui. Não passava da primeira música. Malditos venta a fuça lambe-fogo! Botaram ‘Um Rei e o Zé’ atravancando o trânsito. Com aquele solo de metais, uma continuação do assobio falho do Tom Zé em ‘Brigitte Bardot’. Ouvi trocentas vezes antes de continuar em frente. Minha favorita, logo de cara. Só conhecia de shows e ficou linda no álbum. Apanhador Só não é mais aquela banda que eu conheci há uns quatro anos, com as melhores linhas de baixo do rock nacional. Agora eles têm também timbres maravilhosos de guitarra. E o Kumpinski matando a pau nos vocais. Destacaria o hino ‘Maria Augusta’, agora mais dançante, e ‘Jesus, o Padeiro e o Coveiro‘, frenética, em erupção. Já tô rouco de dizer: discaço.”
– Estêvão Bertoni

“Um velho cego certa vez me disse para eu me fiar na solidão. Que ela instrui os sentidos. Que há mais filosofia numa sola de sapato que num livro, que um armário sabe mais histórias que um museu. Então me veio essa de construir um parque de diversões onde a única coisa a tocar fosse Apanhador Só. Quando o parque vai ficar pronto? Talvez no dia de não-sei-eu-quando, pois que a experiência demonstra: tudo que é cheio de nove-horas envolve muito balangandã e dor nas costas. Mas demore o que demorar, eu espero, só para poder colocar lá dentro todos os serezinhos dessa mitologia muito da singular que a Apanhador inventa, essa ciranda de padeiros e teoria da relatividade, café solúvel batido sem açúcar, reis conselheiros, garrafas quebradas e histórias de pescador, como um coral de caipiras num picadeiro lamentando um amor perdido, ao som das trombetas plásticas que vêm de brinde nos sorvetes de maria-mole. É assim que vai ser, e eu já enxergo a fila no portão. Propus sociedade ao velho, mas ele me mandou catar coquinhos. Prefere trabalhar na bilheteria. O primeiro disco da Apanhador Só é o parque de diversões da minha solidão.”
– Diego Grando


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Messias - Escrever-Me, Envelhecer-Me, Esquecer-Me (2010)

Messias - Escrever-Me, Envelhecer-Me, Esquecer-Me (2010)

CD1: Escrever-Me

1. Resilience
2. Unread Books
3. Algoritmo
4. Offbeat
5. The Road To Us
6. Broadcast Your Escape
7. Avenida Contorno
8. Escrever-me
9. Who I Should Be
10. Run The Risk (Too)
11. Laudes

CD2: Envelhecer-Me

12. The Machines Are My Family
13. Curva Loxodrômica
14. Symmetry
15. Books Are Amulets
16. Chorus For A Future Song
17. Daily Goodbyes
18. Orbiting You
19. Envelhecer-me
20. Ens Perfectissimum
21. They Drug Me Everyday

CD3: Esquecer-Me

22. God, If You Can Hear Me
23. A Half-Life
24. Nulle Rétention
25. Como Cometer Erros
26. In Silico
27. In Silico We Trust
28. Vésperas
29. Esquecer-me
30. When Life Is Not Enough
31. No Hay Banda
32. A Última Tarde de um Império em Chamas

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RELEASE: O álbum de Messias, nas últimas lojas do ramo, numa loja longe de você. Ou na audiosfera.

Messias (líder do grupo "brincando de deus", de Salvador-Bahia) anuncia o lançamento do seu primeiro trabalho solo. O álbum — se é que ainda podemos chamá-lo assim — está saindo em MP3 e CD; em breve, ganhará versões em vinil e cassete, numa provocação aberta aos formatos. Precedido pelos singles "Resilience" (que atingiu o quarto lugar no Top 10 da revista brasileira Rolling Stone), “The machines are my family” e “God, if you can hear me”, seu trabalho chega a uma versão final com “Escrever-me, Envelhecer-me, Esquecer-me”, um álbum triplo (para os formatos CD, vinil e cassete, e inteiro para download), num total de 32 faixas.

O ÁLBUM

Produtor e autor de todas as músicas, Messias reuniu músicos locais, colaboradores, parceiros da brincando de deus, além de contar com a co-produção de André T. Seu trabalho solo não se contrapõe ao que ele realiza com a brincando de deus, mas introduz novos elementos. As composições (em português e inglês) são formadas a partir de paisagens sonoras e textos pessoais, inaugurando um processo absolutamente particular de método de trabalho: o disco foi gravado no Estúdio T (em Salvador), mas é recheado de sessões realizadas em casa, no carro, em bares da cidade ou via celular. Diverso sem ser eclético, Messias faz uma tentativa pessoal: conferir sofisticação a um coração lo-fi. Assim, guitarras, programação, efeitos e cordas delineiam seu trabalho atual.

Além do seu trabalho solo e à frente da brincando de deus, Messias é doutor em Comunicação e professor da Universidade Federal da Bahia, onde trabalha com música e cultura digital. Mas é a dimensão estética de sua música que conferiu a Messias o reconhecimento por suas melodias e textos apurados. Em sua estreia solo, Messias demonstra rigor com o que faz: o disco é um trabalho singular de produção musical, projeto gráfico e convergência de som-texto-imagem.

SHOWS DE LANÇAMENTO

Messias toca em São Paulo (Studio SP, 19.05.10) e Belo Horizonte (A Obra, 20.05.10). O lançamento do disco em Salvador está previsto para 22 de maio, na Igreja da Barroquinha.

A COMUNIDADE

Messias foi um dos pioneiros na exploração dos recursos digitais para divulgação de sua música. Ele também criou a lendária lista de discussão “Indie-Brasil”, que integrou centenas de músicos e produtores independentes da cena brasileira. Para reunir os interessados em sua música, Messias montou uma comunidade, uma espécie de rede social própria. Textos, fotos, blogs e músicas já estão disponíveis. Além disso, os membros podem pendurar suas próprias páginas na comunidade: www.messias.art.br.


Links: messias.art.br | myspace | reverbnation | ning


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