Amplexos - Amplexos (2008)

Rock aberto, pop ousado.

Formada no ano de 2004, em Volta Redonda-RJ, a banda Amplexos demorou quase 4 anos para lançar seu primeiro disco.

O disco foi lançado em Dezembro de 2008, apenas virtualmente, no site www.amplexos.com . O site funciona como um “Disco Virtual”, onde é possível baixar gratuitamente as 10 canções que compõem o primeiro álbum da banda, uma espécie de coletânea dos quatro anos da banda, com músicas do início da trajetória do grupo e outras mais recentes.

Em 5 meses, o disco alcançou a boa marca de 2400 downloads, com uma média de 480 downloads por mês, e recebeu destaque no circuito de blogs especializados (“Eu Ovo”, “Um Que Tenha”, “Vício Auditivo”, “Indi.E.Geste” e até no espanhol “Indiecaciones”), revistas eletrônicas (“O Grito!”, “O Dilúvio”, jornal “A Tarde!”) e sites de música independente (“Por Essas Bandas”, “Meio Desligado”, “Rock Post”, “Portal Rock Press” e “3pRock”). Em Julho de 2009, a banda lançou o disco em formato físico (SMD), com distribuição da "Bolacha Discos".

Apesar das músicas de períodos tão diferentes e que soam, na primeira audição, um tanto diferentes entre si, é possível notar algumas características que amarram todas as faixas, como a música pop, as letras carregadas de sentimentos e a busca por uma linguagem aberta, flertando por muitas vezes com a música brasileira, a psicodelia e o rock sem que isso soe gratuito ou forçado – como acontece com muitas bandas da sua geração.

Em Dezembro de 2008, nas vésperas do lançamento do disco, participaram do Festival “B de Banda”, promovido pelo Jornal do Brasil, fazendo uma apresentação memorável de apenas 3 músicas, que comoveu o público e a crítica. Recentemente, a banda ganhou o “Prêmio Uirapuru” 2009, promovido pela revista gaúcha “O Dilúvio”, na categoria “Melhor Álbum de 2008”, em voto popular (público leitor), mesmo tendo seu disco lançado apenas virtualmente.

Os shows contam ainda com algumas improvisações e canções que não estão no disco (novas ou não), que contribuem em muito para se entender, de fato, o que é a Amplexos: Rock aberto, pop ousado.

Amplexos - Amplexos (2008)

01. Eterno Retorno
02. Deixa Dizer
03. Falsa Valsa
04. Vê Se Tá Bom de Açucar
05. Eu e o Silêncio
06. Choveu
07. Mais Blues
08. A Atriz
09. Diminuto [Instrumental]
10. O Pássaro

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Velhos e Usados - Híbrido (2008)

Híbrido é o resultado de fusões, um produto da mistura de vários elementos sonoros, conceituais e estéticos, resultando em algo que revela uma personalidade própria, como se fosse natural nascer assim.

O embrião nasceu de experiências antigas, de projetos findados que encontraram sangue novo a partir da chance de renovação. O Híbrido é quase uma explicação conceitual do Velhos e Usados, representando um suspiro de alívio sobre a possibilidade de termos prazer todos os dias com nossa música. E foi do clássico carpe diem quam minimum credula postero, do filósofo Horácio, que veio o norte das composições e os conceitos que decidimos passar em letras, notas e intervalos, justamente como uma aclamação da idéia de que vale a pena aproveitar o dia de hoje.

Tudo que passou justifica o ponto em que nos encontramos e faz dele especial, tudo que nasce ou morre é aproveitado para a concepção de uma nova forma, tudo que já está construído é passível de desconstrução e reinvenção. Assim surgiu nosso Híbrido de proveta, concebido com DNA multifacetado.

O álbum foi disponibilizado na internet em fevereiro de 2008 e, três meses depois, lançado em formato de CD. Em dezembro de 2008 a faixa bônus "Sexo em Poesias", gravada nos estúdios Trama, em São Paulo, foi adicionada ao site para download gratuito.

Velhos e Usados - Híbrido (2008)

01. Meio Céu (Diego Marx e Arthur Lôbo)
02. Jeans (Diego Marx)
03. Alegoria (Diego Marx, Beto Mejía e Xande Bursztyn)
04. Reflexões Voláteis (Diego Marx)
05. O Carneiro e o Leão (Diego Marx)
06. Multifacetado (Diego Marx)
07. Invívido (Diego Marx)
08. O Mundo (André Abujamra)
09. A Menina dos Olhos da Cor dos Cabelos (David Murad e Diego Marx)
10. A Pequena Colméia de Dinossauros (David Murad, Diego Marx e Vitor Sá)
11. Trapos, Remendos e Azul (David Murad e Diego Marx)
12. Sexo em Poesias [faixa bônus] (Diego Marx)
13. Reflexões Voláteis (Ao Vivo) [faixa bônus] (Diego Marx)

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Smack - “Smack 3” EP (2008)

Música para cortar os pulsos, música para amar – A volta do Smack 22 anos depois

Sempre achei preconceituoso, rasteiro e injusto o rótulo de “música depressiva” que foi colado no som do Smack. Esse caráter de aniquilação total, de pré-suicídio, existia no primeiro disco “Ao Vivo no Mosh”, mas lá se foram 23 anos. “Smack 3”, o EP que está sendo lançado agora, serve para sepultar a idéia simplória de que o Smack é uma banda depressiva que fazia música para se cortar os pulsos. O novo disco tem até música de amor, “Verlan”, uma deliciosa brincadeira troca-letras com nomes de pessoas.

O Smack é o segredo mais bem guardado do rock brasileiro dos anos 80. Fez dois discos mitológicos – “Ao Vivo no Mosh” (1985) e “Noite e Dia” (1986) – e virou lenda entre músicos e artistas. O fato de ser cultuado num pequeno círculo é uma injustiça histórica. Se o mundo fosse justo, é claro que o Smack seria tão famoso quanto os Mutantes ou Gang of Four.

Mutantes e Gang of Four não foram citados ao acaso. Como essas duas bandas, o Smack faz música com cara própria, que não se parece com nada que você tenha ouvido. Tenho um palpite sobre as razões de o Smack ter construído um som pessoalíssimo. Quando a banda foi criada, em 1984, parecia um projeto paralelo de músicos que tocavam em algumas das bandas mais cultuadas daquela década. Edgard Scandurra (guitarra) era do Ira!, Sandra Coutinho (baixo), das Mercenárias, e Thomas Pappon (bateria), dos Voluntários da Pátria (e mais tarde Fellini, hoje The Gilbertos). Pamps tinha as credenciais mais estranhas para o grupo que nascia – tocara com a banda Isca de Polícia de Itamar Assumpção, com direito a ter seu nome citado no primeiro disco de Itamar.

O perfil de projeto paralelo impedia que se visse o óbvio: que o Smack era uma superbanda. Não uma superbanda formada para faturar, como é a regra na história do rock, mas para extravasar qualidades que os músicos não conseguiam canalizar para suas bandas de origem.

Esse desinteresse pelo mercado – ou afeição exclusiva pela música – acentuou-se no novo trabalho. Nada é óbvio em “Smack 3”. A música parece cada vez mais cubista. Como acontece com o olhar diante de uma obra cubista, o som do Smack nunca vai para onde você imagina. O mais divertido, para mim, é que a sucessão de anticlichês às vezes vem acompanhada de um mega clichê, talvez para lembrar o ouvinte que aquilo é música pop, algo para não ser levado muito a sério.

A maior novidade de “Smack 3”, porém, é um certo flerte com o non-sense – as letras adquiriram um tom dadaísta, principalmente em “Verlan” e “Excomungado”. Nessa última, o aparente infantilismo da letra (“U papapoibíu, u papapoibíu/ Popíca pupazê num pódi”) é o disfarce que a banda usa para falar de coisa séria – as trevas em que a Igreja Católica mergulha ao tentar ditar regras sobre a vida cotidiana.

[por Mario Cesar Carvalho. Repórter e escritor dos livros “O Cigarro” e “Carandiru - Registro Geral”]

Smack | “Smack 3” EP | 2008

1. “Se você” [+mp3] (Edgard Scandurra / Arnaldo Antunes)
2. “Qu'estce que tu pense” (Pamps)
3. “Excomungado” [+mp3] (Pamps)
4. “Tempo tempo tempo” (Edgard Scandurra)
5. “Verlan” [+mp3] (Pamps)

Outras versões:
MP3: Smack - Papa II (Excomungado)
MP3: Smack - Verlan II (Verlan)
MP3: Smack - Francesa [mix] (Qu'estce que tu pense)
MP3: Smack - Edipéia [vocal] (Se você)

Smack (formação atual):
Pamps - guitarra, vocal, composição
Edgard Scandurra - guitarra, vocal, composição
Sandra Coutinho - baixo, vocal
Thomas Pappon - bateria

Smack 3 EP foi gravado nos Studio Paris (agosto 2007), Cabeça de Estopa e masterizado por Walter Lima (Mosh Studios)
Foto: Maurício Abões
Capa: Michel Spitale

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