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Papai Noel Chegou: Volumes 1 e 2

Em 2006 o site Urbaneque deu de presente de natal para download gratuito este com EP com 6 faixas de temas natalinos interpretados pela fina flor da cena indie brasilileira: Los Pirata, Rockassetes, Banzé, Ecos Falsos, Johnny Suxxx & The Fucking Boys e Sebastião Estiva.

1. Los Pirata ~ Buenas Fiestas
2. Rockassetes ~ Merry Christmas (Ramones)
3. Banzé ~ Tão Bom Que Foi o Natal
4. Ecos Falsos ~ Quem Matou Papai Noel?
5. Johnny Suxxx and The Fucking Boys ~ Punk Rock Xmas
6. Sebastião Estiva ~ Feliz Natal Obina, Finatti e Joelma

DOWNLOAD via Urbaneque


Em 2007 o site Urbaneque repetiu a dose, desta vez com mais 5 faixas de temas natalinos interpretados por outros biscoitos finos da cena indie brasilileira: Superguidis, Jumbo Elektro, Trilöbit, Macaco Bong e Gorpiava.

1. Superguidis ~ Natal (El Mató)
2. Jumbo Elektro ~ Dylan sings Bowie
3. Trilöbit ~ Prosit Tutti
4. Macaco Bong ~ Fuck You Lady
5. Gorpiava ~ Balanga o Sino

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Papai Noel Chegou: Volume 2 (2007)

Papai Noel Chegou: Volume 2 é mais um presente de natal do site Urbaneque, que repetiu a dose, desta vez com mais 5 faixas de temas natalinos interpretados por outros biscoitos finos da cena indie brasilileira: Superguidis, Jumbo Elektro, Trilöbit, Macaco Bong e Gorpiava.

1. Superguidis ~ Natal (El Mató)
2. Jumbo Elektro ~ Dylan sings Bowie
3. Trilöbit ~ Prosit Tutti
4. Macaco Bong ~ Fuck You Lady
5. Gorpiava ~ Balanga o Sino

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Superguidis - A Amarga Sinfonia do Superstar (2007)

'A Amarga Sinfonia do Superstar': A segunda vinda do Superguidis
(* Marcelo Costa)

Ahhhhh, a juventude. Quando "Superguidis", primeiro álbum do quarteto gaúcho, surgiu na terceira posição do Prêmio Scream & Yell, no ano passado, me surpreendi. Quem são esses guris que estavam impressionando tanta gente? Ouvi o primeiro álbum na seqüência, mas a resposta precisa aconteceu meses depois, no palco do Studio SP, com uma apresentação irrepreensível. A dissonancia das guitarras, a entrega dos vocais, a gestualização rocker do corpo subindo sobre o microfone para cantar canções sobre romances que ocupam a mente, a melhor forma de se passar os anos, falta de dinheiro, bugigangas de camelô dadas como presente e malevolosidades. Um show para lavar a alma.

"A Amarga Sinfonia de Um Superstar" é a segunda vinda dos Guidis. Com produção de Phillipe Seabra (Plebe Rude) e mixagem/masterização de Gustavo e Thomas Dreher, os Guidis evoluem sem deixar para trás suas principais caracteristicas. Seabra gravou um primoroso som de guitarras, que brilhavam já no primeiro álbum, mas pareciam inferiores às apresentações ao vivo. Agora não. Os riffs (em que eles acreditam) estão ali, ao lado da voz, numa sinfonia rock de fazer sonhar. Agora não há, claro, o apelo da novidade do álbum de estréia. E acrescenta-se um pouco da maturidade da vida na estrada – e na mídia.

Essa maturidade recém adquirida em contraponto com a inocência deslavada de antes decepcionou alguns fãs de primeira hora. Bobagem. "A Amarga Sinfonia de Um Superstar" é Superguidis em sua essência. Se os riffs estão mais cristalinos, as letras continuam desbravando o universo juvenil com uma coragem pouco vista no cenário nacional. "Por Entre As Mãos", canção que abre o disco, traz um dos melhores refrões do ano: "Você é o meu melhor naufrágio", canta Andrio com toda a força dos pulmões. Em "Mais Do Que Isso", eles recusam a posição de gênios (indies) prestes a invadir as ondas do rádio com outro ótimo refrão: "Eu quero fazer tudo o que você faz, mais do que isso eu sei que não sou capaz.

A inocência explícita de "A Exclamação", "O Cheiro de Ôleo", "Os Erros Que Ainda Vou Cometer" e "Nunca Vou Saber" (do verso "Já sou velho demais, mas não tão esperto, como eu queria ser"), entre muitas outras, com suas histórias de "bicicletas aro 15, tênis com cheiro de chiclete", são o bastante para nos fazer lembrar desses anos que voam sem parar – e que muitas vezes nem percebemos que se passaram. Entre os destaques do álbum estão uma regravação – mais encorpada – de "Ainda Sem Nome" (do segundo EP dos gaúchos, de 2004) e a poderosa "Mais Um Dia de Cão", que havia sido liberada em fase de pré-mixagem para download no blog Popload, de Lúcio Ribeiro, e agora surge ainda mais forte com sua poesia juvenil movida a guitarradas. Desta vez, não vai ser estranho se esse disco aparecer em diversas listas de melhores do ano...
(* Marcelo Costa é editor do site Scream & Yell, onde foi originalmente publicada a resenha acima.)

Superguidis - A Amarga Sinfonia do Superstar (2007)
1. Por Entre as Mãos
2. Mais do que Isso
3. A Exclamação
4. Parte Boa
5. Mais Um Dia de Cão
6. O Cheiro de Óleo
7. Ainda Sem Nome
8. Os Erros que Ainda Irei Cometer
9. Nunca Vou Saber
10. Apenas Leia
11. 6 Anos / Riffs
Baixe o álbum completo no TramaVirtual.

Agradecimentos e créditos: Senhor F, Scream & Yell e IndieNation

Sites: Site OficialMySpaceTramaVirtual

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Superguidis - Superguidis (2006)

Superguidis é uma das melhores bandas brasileiras da cena indie, esses gaúchos são fãs de Guided By Voices e Pavement, fizeram, na opnião de muita gente que entende do traçado, um dos melhores álbuns de 2006. O ótimo álbum Superguidis (2006), lançado pelo selo Senhor F Discos, está agora, ao alcance de todos. (HW)

Release do CD Superguidis (* por Leonardo Felipe)
Janeiro de 2006, verão escaldante em Porto Alegre. Show dos Superguidis num buraco confirmadíssimo da ceninha under. Lá fora uns trinta e tantos graus. Dentro, além do providencial ar-condicionado, uma centena de moleques (eu incluso, já que molecagem é nada mais que um estado de espírito) pulando e cantando junto as músicas dos caras. Ao meu lado uma menina especialmente empolgada. Cantarolamos o refrão de 'O Véio Máximo'. Entre uma canção e outra, ela me conta que acompanha a carreira dos Guidis desde o primeiro show, há quatro anos, em Guaíba, cidade separada de Porto Alegre por uma ponte.
Naquele tempo eles chamavam Dissidentes e tocavam Pearl Jam. O Andrio tinha um cabelão e usava chapéu.
Explica também que a mudança que se operou no som (e visual) dos guris foi culpa do Guided by Voices Ufa! Respiro aliviado. Hoje os Superguidis já encontraram sua voz própria na fervilhante cena independente brasileira, voz que, aliás, a mim diz muito mais que a dos modelos que eles um dia tentaram emular. Testemunha da produção musical sulista há tempos, tenho visto (e ouvido) centenas de bandas, mas poucas, muito poucas, me impressionaram tanto quanto os Superguidis.
Mesmo vivendo e tocando no estado mais meridional do país, a banda dificilmente poderia ser carimbada com o estereótipo de rock gaúcho. O som inteligente e despretensioso pouco tem a ver com os clichês que recendem ao bolor dos terninhos de brechô (em pleno verão escaldante!) tão caros à estética passé do gênero. Sem renegar a tradição pop sessentista – a das canções de amor que de repente fazem sentido, como nos versos espertos de 'O Banana' – os Guidis bebem em fontes que brotam dos Pixies pra cá, principalmente nos anos 90, próxima década a ser revisitada segundo o manual de novas tendências, coisa para a qual eles estão se lixando, diga-se de passagem.
Além de musicalmente instigantes e com um inegável apelo pop, os guris tem um senso poético do cacete, graças à verve dos guitarristas e compositores Andrio e Lucas. O discurso está ligado a uma visão melancólica de mundo – aliás outro troço bem up-to-date, vide aí fenômenos como emo e Los Hermanos. Porém, contrário à teatralidade cafona do primeiro e à afetação caymminiana dos segundos, o registro dos Superguidis é direto, urbano, coloquial, contemporâneo, mais atento ao mundo que ao umbigo e sempre com aquele olhar juvenil de quem está descobrindo as coisas, mistura de solidão e esperança, ingenuidade e sabedoria, tristeza e paixão.
Se o enfoque das canções é jovem, elas mesmas são feitas com a maturidade de quem já sabe o que faz. Destaque pro humor singelo e acinzentado dos versos de abertura de 'O Tranquêra': "Não quero passar meus melhores anos esperando que eles cheguem". Ou pro realismo pós-romântico e pé no chão do "Sem dinheiro é foda à beça, você e eu"" , em "Discos Arranhados". E têm ainda aquelas brincadeiras sem vergonha com a língua mãe, como nas bem sacadas 'Malevolosidade' e 'Piercintagem', neologismos que não precisam de explicação, falam por si.
O CD de estréia dos Superguidis – lançado através de uma parceira com o selo Senhor F Discos, capitaneado pelo jornalista Fernando Rosa, peça fundamental na engrenagem do rock independente brasileiro, e por Philippe Seabra (Plebe Rude) – é um registro sincero deste trabalho. Captado num estúdio de garagem em Guaíba, o álbum é como o som da banda: simples, direto, sensível mas sem frescuras. 12 canções em pouco mais de 35 minutos de duração. Como nos grandes discos.
(* Leonardo Felipe é produtor e apresentador do programa Radar, na TVE-RS)


Superguidis - Superguidis (2006)
1. O Raio que o Parta
2. Malevolosidade
3. O Tranquêra
4. Discos Arranhados
5. O Véio Máximo
6. O Banana
7. O Manual de Instruções
8. Bolo de Casamento
9. Spiral Arco-Íris
10. Piercintagem
11. As Coisas que Crescem na Minha Mão
12. O Coraçãozinho
[ Capa & Encarte ]

Site: superguidis.com.br

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