Em Dias de Surto - Brazilian Loser Punkjazz (A Coletânea) (2008)

EM DIAS DE SURTO (Grupo de Intervenção Musical) 2000, Belo Horizonte: Três músicos que não realizaram seu sonho; um grupo musical. Havia sempre desavenças entre os integrantes. A partir de então, eles resolveram em 2002, produzirem vídeos musicais. A princípio, a imagem e o áudio eram produzidos simultaneamente e se relacionavam com a afetividade como política: "A Conexão". Este primeira experiência. Arte, Política, Vida & Cotidiano. Realizava-se com o que tinha-se na mão. Qualquer ferramenta servia como material imagético e musical. O grupo separa-se em 2003. A partir de 2004, o grupo retorna com seus três componentes principais: Alexandre Peixoto (Alex Pix), Dellani Lima (Tuca) & Rodrigo Lacerda, Jr (K Lacerda) e alguns agitadores convidados; Bruno Alcântara, Carlos Garcia Elias, Farinha Zazu & Fernando Lage. Com o nome "Em Dias de Surto", começou-se a produzir a experiência com intervenção, música e improviso. Blues, Samba, Punk, Eletrônica, Repente, Candomblé, Caos e Sinceridade. Letra, Dança e Música como intervenção política e afetiva. Uma retomada de nossos vídeos musicais; finalmente como uma banda ou mesmo um grupo intervencionista, tudo aos mesmo tempo, aqui & agora; coração & mecânica. Em 2004, a primeira intervenção: "Lexotam" (2004). Depois "Rivotril" (2005) e "Odol" (2006). A principal essência da banda é o processo; a sintonia entre os movimentos, os músicos, os instrumentos e as letras, sinceridade como inspiração; um improviso entre amigos. A intervenção é o verdadeiro princípio. "A música; o que ficou como registro sonoro; apenas nos deixa boas lembranças, daquelas tardes entre amigos, naqueles finais de semana; melancólicos e solitários". Mas durante as gravações de "Odol", Lacerda e Pix não suportam a indisciplina e as loucuras alcoólicas de Tuca; dissolveram a banda; até que ele desse um jeito em suas compulsividades. No outono de 2007, Tuca resolve se tratar e convence Lacerda a gravar o melancólico"No Caminho da Quietude" (2007). Álbum recheado de melodias religiosas e temas existenciais. Também como um Duo, grava com Pix o visceral "Matilde". Com o bom resultado das gravações, o grupo volta a se reunir como um trio e realiza mais dois projetos que dão continuidade às suas pesquisas sobre a “cultura popular brasileira”: “No Terreiro É Assim” & a demo “Rascunhos Etílicos”. Pesquisas a partir da cultura afro-brasileira & das canções bregas realizadas no Brasil nas décadas de 70 & 80. Enquanto preparavam o enigmático "9 de Outubro", novamente expulsam Tuca, durante as mixagens do material. Bebia demais e dava muito trabalho. Ele segue sua pesquisa individualmente, intitulada “Às Almas Penadas & Aos Amores Impossíveis”. Sobre o nome de “Abelardo + Os Caboclos Do Mato”, também recentemente (2007) realizado. Mesmo sem o "garoto problema", o grupo continua com a pesquisa a partir do Jazz, dos clássicos do Punk & de músicas contemporâneas. Nos primeiros dias de 2008, a pedido de Dellani, o trio se reune e grava o triplo "Jans nos jardins de nossas casas". considerado o trabalho mais erudito. Conta ainda com a participação do violoncelista Breno Haj e do percussionista Nelsinho Percussa. As sessões foram prazerosas e reviveram o espírito do grupo. Inspirados pelo novo morador da TAZ, o trio grava "Che Que Vaz" (2008).Em homenagem ao gato Che. Durante uma reunião para o ensaio de Ana Morais, resolvem lançar "Universal Vinyl". Registros sonoros do ensaio imagético e sobra das sessões de "Che q vaz". Insatisfeitos com o resultado de "Universal Vinyl", tomam uma decisão responsável por dois dos melhores trabalhos do "em dias de surto". "first step to the future" com seu clima anacrônico e letras que denunciam o medo indica uma nova postura estética que se concretizaria no álbum seguinte. Ainda niilista, mas defendendo uma política anti-capitalismo, o trio grava o álbum "Köpi" em defesa dos squats e espaços auto-sustentáveis. [Release da banda]

Em Dias de Surto
Brazilian Loser Punkjazz
A Coletânea

1. Rivotril 03mg
2. Köpi
3. Lexotan 3mg
4. Odol 4mg
5. Exilado no Chão
6. Revolutionary Flag
7. Rivotril 04mg
8. Filhos Dourados do Sol
9. Lado Negro da Força
10. Stöhnen
11. A Triste História de Nós
12. Odol 1mg
13. Se Eu Soubesse
14. Na Casa Que Tem Maria
15. Vamos Dançar a Meia Noite
16. Seven Milligrams Only
17. Quero Sair de Mim
18. Solidão em Notas Improvisadas

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Toró de Palpite - Toró de Palpite (2007)

Fui no tororó, beber água e não achei, achei foi o Toró de Palpite quebrado tudo com a ’fofúria das marimbas, dos djambés, dos atabaques, das moringas, dos bongôs da fonte-de-água-molhada.

Quer saber o que é o som do Toró de Palpite? Eu também! Mas só posso dizer que as músicas são chiclete nos ouvidos e também pela ’fofúria dos arranjos, harmonias e das melodias zoonóicas.

Putaqueopariu, Wava! Que puta sonzásso ficou o disco. Você e o Cobrinha piraram na batatinha hein? Na hora da masterização. Eu até quero um pouquinho desse aí, viu?

Aquela velha história de experimentar, gravar um CD, levar no som do carro, ouvir também no som da casa, no DVD do vizinho, e até largar nas pickups do Barata, lá lounge no Calaf. Daqui a pouco vocês vão estar gravando os bumbos da batera, no assoalho do banco traseiro de algum carro.

Ficou sério esse negócio de subir os graves e encorpar o som. E que experimentação doida? Você usaram até mesmo som de construção. Isso quase virou ‘música descontrolada’...

Para quem não sabe, o Toró de Palpite é formado pelo Wava El Afiouni no baixo e voz, Rodrigo Barata na bateria, Claudia Dalbert no vocal e congas, e João Ferreira no violão e guitarra. Mas daí também participaram do disco vários músicos da cidade, como Assis Medeiros (da postagem anterior), Dudu Maia, Wagner Galvão, Cacai Nunes, entre outros, e até o Esdras Nogueira, que toca saxofone nos Móveis Coloniais de Acaju.

O que que é isso? Tem até um samba pro Bin Laden! E que tecladinho mais Pink Floyd esse do Waguinho hein? Pra quem não sabe também... O Wava, o Barata, o Dudu e o Waguinho tocavam juntos noXalé Verde. Essa banda de Brasília, lançou um único disco em 1999 e acabou acabando devagar, divagando... Mas a banda gerou outras bandas, que também já acabaram, mas que também já geraram outras bandas. Uma delas é o Toró de Palpite.

A capa do disco tem desenhos do Mateus Dutra e arte gráfica do Tiago Pezão. A produção musical e masterização ficou mesmo a cargo do Cobrinha. Putaqueopariu Cobrinha? Ficou bom demais essa masterização! Daqui pra frente é só arrumar o bumbo automobilístico.

E essa história do SuperWava, hein? Que doidêra? Quero um também... Mas eu gostei mesmo da musiquinha do Looney Toonesao fundo. Isso foi no apê do Cobrinha? È porque esse som me remete à infância e as belas manhãs de moleque vendo esses desenhos na TV, e o Cobrinha não combina com o período da manhã.

Mas daí eu me lembrei que hoje em dia existe TV a cabo e que poderia muito bem ser durante a noite, que é o horário natural do Cobrinha. E um tema recorrente do disco é o mar, a água, líquidos etc.

Daí, estavamos todos de frente para a praia, e as ondas lambiam deliciosamente as areias já escaldadas pelo intenso sol. O fim de tarde era reluzente e brilhante, pintando o céu de cores vivas e incandescentes, que fosforeciam com a menor incidência de luz. No fundo da aquarela salgada, jaziam pepitas de marfim revestidas em ornamentos lúdicos, que remetiam aos seres longíguos do fundo do mar.

Entre águas profundas e impenetráveis, nos depararmos com translúcidas e transparentes, e cheias de luz, que chegavam a refletir seu interior. Algumas jaziam imóveis e flutuantes, enquanto outras nadavam livremente num balé néon e lusco-fusco. Faziam círculos entre as outras e giravam por toda parte em busca de melhor iluminação. As que jaziam imóveis, flutuavam piscando, piscando, piscando, e piscando, e naquela imensidão, imersidão, onde nem mesmo os afogados penetravam, refletiam a sinfonia marítima de Poseidon.

Eram seres longíguos do fundo do mar, ou não... Eram o sim, ou o não... Vai ver teríamos onda errada, uma auto-indução-alucinação... Mas eu tomei um pedacinho igual aos seus...

Por isso mesmo é que todo mundo deve baixar esse som! Tem que baixar esse som! Vixê Maria! Se não baixar? Vai perder um sonzão... Vai que é somdubão!

Toró de Palpite (2007)

1. Ô social
2. Afofúria
3. Peixe
4. Pangaré
5. Angico vermelho
6. Deveras neios
7. Minina
8. Jaboticabeira radioativa
9. Sambobim
10. Zé
11. Zôonóias
12. Zôonóias II
13. O retorno da nokuda
14. Faixa 14 (Bônus... ou não)

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Texto/post original por Eu Ovo.

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Renato Russo | O Trovador Solitário | 2008

Ainda hoje, quase no final da primeira década do século XXI, a Legião Urbana é a maior banda de rock deste país. Se é (era) a melhor são outros quinhentos, mas o que importa é que o enorme sucesso conquistado por Renato Russo e companhia nos anos 80 aumentou nos 90, mesmo com álbuns menos "comerciais" e com a morte prematura do vocalista e letrista em 1996, em conseqüência de complicações causadas pela AIDS.

Nos anos 2000, uma série de lançamentos póstumos manteve o culto em alta destacando dois álbuns ao vivo da Legião ("Como É que Se Diz Eu Te Amo", show de 1994, e "As Quatro Estações ao Vivo", 1990) e um álbum de raridades de Renato, "Presente", que compilava versões para "Gente Humilde" (Chico e Vinicius), "Thunder Road" (Bruce), duetos com Erasmo, Leila Pinheiro e Zélia Duncan, além de entrevistas (?).

Diferente de seu predecessor póstumo (que cheirava a picaretagem), "O Trovador Solitário" surge como um resgate histórico que permite diversas avaliações sobre o mito em torno do compositor e sobre o rumo de sua banda. Lançado pelo selo Discobertas, do jornalista e pesquisador Marcelo Fróes, o CD reúne material resgatado de fitas K7 do início dos anos 80 com encarte recheado de desenhos feitos pelo próprio Renato.

A rigor, as onze canções contidas no lançamento já circulavam de mãos em mãos de fãs desde os anos 80, quando álbuns como "Dois" (1986), "Que País é Este?" (1987) e "As Quatro Estações" (1989) tomaram as paradas de sucesso (e os acampamentos) e tocaram, tocaram, tocaram, tocaram, tocaram e tocaram. E tocaram. Tocaram tanto que causaram a síndrome de náusea característica daquilo que ultrapassa nossos limites.

Gravada em seu próprio quarto, em 1982, a fita K7 flagrava a fase solo do cantor conhecida pelo nome que dá titulo ao lançamento (pós Aborto Elétrico, pré Legião). O que impressiona, porém, não é a baixa qualidade da gravação, mas o quanto aquele grupo de canções já exibia corpo, tronco e membros completamente definidos, e praticamente não mudaram quando registradas nos estúdios da gravadora EMI, nos anos posteriores.

Renato "inventa" uma Rádio Brasília e com seu "violão desafinado" apresenta "Eu Sei", "Geração Coca-Cola", "Faroeste Caboclo", "Veraneio Vascaína" (gravada pelo Capital Inicial em 1986) e "Que Pais É Este?" em versões exatamente iguais às popularizadas nas FMs de todo o país anos depois, só que gravadas em um toca-fitas simples num quartinho solitário de um Brasil que ainda vivia sob o comando dos militares.

"Eduardo e Mônica" segue idêntica (melodia e letra) até seu trecho final, quando Renato canta: "Eduardo e Mônica então decidiram se casar / um casamento indiano em algum lugar perto do mar / "O mar tá muito longe", um deles lembrou / "Vai ser aqui mesmo", e assim ficou / Foram pra Bahia e hoje Eduardo foi parar lá no Banco Central / Cristalina, Sampaio, Rio de Janeiro / E a Mônica dá aulas na escola normal / Eduardo e Mônica estão no Lago Norte / Ele projetou a casa e ajudou na construção / Só que nessas férias não vão viajar / Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação".

A fita ainda trazia versões para "Dado Viciado" (que Renato tentou gravar posteriormente, e acabou entrando no póstumo "Uma Outra Estação" em versão voz e violão – semelhante a de "O Trovador Solitário"), "Boomerang Blues" (gravada pelo Barão Vermelho e registrada em outra versão no póstumo "Presente"), "Anúncio de Refrigerante" (gravada pelo Capital Inicial no álbum "MTV Aborto Elétrico") e "Marcianos Invadem a Terra" (gravada no álbum solo de Dinho Ouro Preto e no póstumo "Uma Outra Estação" em versão voz e violão das sessões do álbum "Dois"). De extra, "Summertime" ao lado de Cida Moreira, em 1984.

Renato Russo ficou à frente da banda comandando-a com pulso forte até 1991, época em que Dado começou a assumir os rumos musicais do então trio (o que ficou evidenciado nos dois lançamentos seguintes, os ótimos "O Descobrimento do Brasil", de 1993, e principalmente "A Tempestade ou O Livro dos Dias", de 1996). Até ali, tudo que a Legião fez (e copiou dos Smiths e do U2 – sem ranço, por favor) são mérito e culpa do vocalista. Ok, você já sabia disso, mas "O Trovador Solitário" está ai para lembrar aqueles que esqueceram. São muitos...

(Nota: 9 | por Marcelo Costa, do Revoluttion)

Renato Russo | O Trovador Solitário | 2008 |

1. Dado Viciado
2. Eduardo e Mônica
3. Eu Sei
4. Geração Coca-Cola
5. Faroeste Cabloco
6. Boomerang Blues
7. Anúncio de Refrigerantes
8. Marcianos Invadem a Terra
9. Veraneio Vascaína
10. Que País é Este (Demo) (Bônus)
11. Summertime (Bônus) - Participação Especial: Cida Moreira


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