Jumbo Elektro - Terrorist!? (2009)

JUMBO ELEKTRO
TERRORIST!? THE LAST ALBUM

www.jumboelektro.com.br

Aguardado segundo álbum do Jumbo Elektro será lançado dia 03 de outubro na Choperia do SESC Pompéia. Banda tomará chá de sumiço durante a apresentação.

Com o Jumbo Elektro, é sempre diferente.

Foi assim em seu inesperado surgimento, em 2003, a partir de ensaios da banda Cérebro Eletrônico que culminaram com uma anárquica temporada de shows na Torre do Doutor Zero, em São Paulo, e com a rápida criação de um público fiel; também foi diferente quase tudo no lançamento do primeiro álbum, “Freak To Meet You – The Very Best of Jumbo Elektro – The Ultimate Compilation” (Reco-Head, 2004). Era uma inédita “coletânea de estréia” meio rock, meio electro e que fez história na cena independente brasileira por suas músicas poderosas e grudentas (no bom sentido, é claro).

E será diferente agora, com a aguardadíssima chegada de “Terrorist!? The Last Album”. A banda promete mostrar aos fãs em primeira mão suas dez músicas e em seguida… tomar uma dose de chá de sumiço.

Sim, por mais uma série de suas tipicamente bizarras missões, envolvendo o combate a vilões intergaláticos de seriados japoneses, o aperfeiçoamento poliglota do embromation arcaico, entre outras tarefas, os seis componentes do Jumbo Ekeltro se desintegrarão após este concerto.

O retorno é prometido para “em breve”. Fontes que se recusam a revelar suas identidades garantem que esta volta ocorrerá no próximo carnaval. Outras juram que o indomável grupo paulistano não subirá num palco até a Copa de 2014.

Fato certo é que, entre o sucesso de “Freak to Meet You” e “Terrorist!?”, se passaram quase cinco anos, período que a banda enfrentou mudanças em sua formação (saíram o guitarrista Otto Van der Wander e o baterista Lê Cheval, entrou o baterista Sosa Lima) e aproveitou para maturar o seu novo repertório.

E se mantém características da primeira geração jumbônica, como o faro pop e a pegada disco-punk-baderneira, o novo conjunto de músicas denota também uma série de outras marcas desta segunda fase. Há melodias muito elaboradas e arranjos vocais ainda mais complexos, entre outras novidades notáveis de um álbum para o outro.

Mais orgânico que eletrônico (principalmente em relação a “Freak to Meet You”), “Terrorist!?” foi produzido pelo tecladista, vocalista e membro fundador Dimas Turbo (aka Dudu Tsuda). Ele cuidou para que os registros fossem fiéis aos arranjos de palco, e mesmo quando acrescentou belas orquestrações, o fez de forma condizente com as estruturas originais das músicas. O resultado é mais uma bolacha que deve marcar época.

Abaixo está explicado, faixa a faixa, o porquê dessa aposta:

Jumbo Elektro
Terrorist!? The Last Album
Lançamento: 11 Setembro 2009
Selo: Phonobase

1. Dylan Sings Bowie
Sem maiores firulas, a pedrada que abre “Terrorist!?” pega o ouvinte de jeito, mais cedo ou mais tarde. Alguns se rendem já na introdução com pianinhos infantis e o baixo melódico típico de Hans Sakamura, um devoto descarado de “Substance”; outros aguentam a chegada da letra, uma rara aparição do inglês puro em meio à derivação anglófona do embromation, o dialeto jumbônico principal; há inclusive quem resista até a explosão do refrão instrumental. Mas antes do final, quando Frito Sampler solta a voz raivosa sobre riffs poderosos de Dr. Góri, há uma única certeza: será impossível não dançar.

2. Japoteca
Certos arranjos vocais inusitados só têm aparecido em gravações do Jumbo. Os “ua-ua-ua-ua” que marcam esta canção, por exemplo. Eles são de uma estranheza instigante só comparável à existência da Japoteca, que um clube esportivo e social de São Paulo realizava quinzenalmente nos anos 90 para adolescentes da numerosa comunidade oriental da cidade. Um petardo para ferver nas pistas, como aquelas onde bailava a juventude paulistana de olhos puxados naqueles dias nostálgicos de grunge, britpop e poperô.

3. Eh o Zizi
Irmã bastarda, mas de primeiro grau do repertório do Cérebro Eletrônico, a banda gêmea do Jumbo Elektro, “Zizi” conduz, via coros de backing vocal e as cordas suingadas de Góri, ao ápice do refrão. Pop embromation para as massas.

4. Manifesto
São duas partes igualmente matadoras: a primeira, um bubblegum que evoca a herança ramônica presente em cada um dos Jumbos; e a segunda, o disco-punk também onipresente no DNA do grupo, mas aqui recriado em arranjo futurista que inclui um vocoder demolidor e os beats convulsivos de Sosa. Não dá para ignorar também a performance vocal do versátil Frito Sampler, aqui em sua faceta mais “esgoelada” (outra vez, no bom sentido), como faziam Talking Heads e Gang of Four há três décadas.

5. Sunday Squirrel
Este talvez seja o melhor exemplo da evolução melódica jumbônica do período entre os dois álbuns. Sobretudo para os que quiserem traçar os passos do elemento melancólico crescendo nas entranhas autorais da banda. O mesmo vale para a elaboração do arranjo, incluindo as harmonias vocais, mais um dos necessários elos propostos pelo Jumbo: o do melhor dos anos 80 com a promissora segunda década do novo milênio.

6. Rachel
Como a faixa acima, esta ajuda a definir a atual fase do Jumbo, na qual o entrelace de melodias em arranjos mais complexos dão juntos a base para grandes canções. Uma das favoritas do público nos shows, “Rachel” é candidata a clássico instantâneo agora que foi registrada em disco. Seja pela linha mágica de teclado, impossível de tirar da cabeça após uma única audição, ou por Frito indo do crooner calmo ao rocker insano, ou ainda pela palhinha vocal de Góri.

7. Eletróns Medievais
Alguns dirão que esta é a continuação de “Happy Mondays”, uma das pérolas do primeiro álbum do Jumbo, tamanho o seu parentesco com o som ácido e pesado da cena Madchester dos anos 80 e 90. Que os ouvintes tirem suas conclusões, é claro. Mas seguramente não lhes passarão despercebidos, além do refrão mortal, os preciosos grooves recortados de bateria e as guitarras dissonantes.

8. I Wanna Fuck
As vozes ograis de General Elektrik e seu vocoder descontrolado podem assustar os desavisados. A explosão distorcida do refrão também. Não é para menos, afinal o Jumbo aqui encarna o demônio do rock industrial de cara suja e gótica. Mais uma das influências do grupo, aliás.

9. Terrorist
Outra vez o nó bem dado entre guitarrinhas cortantes e o baixo agudo melancólico dão a cara da música. Cara esta que se transforma em muitas com a participação vocal solo sensacional de Hans Sakamura e o coro coletivo gritalhão do refrão, ambos movidos pela locomotiva disco-punk de Sosa.

10. Runaway from the Picnic Majestic Titanic
Da introdução com camas de teclado ao final caótico e brutal, “Run Away…” é como uma história cheia de detalhes, mas contada de forma direta, em pouco mais de 5 minutos. Os vocais e a orquestração magistral de Dimas Turbo remetem a canalhices melancólicas que ecoam de Paris a Bragança Paulista, ou do Largo da Batata a Tóquio; os interlúdios instrumentais com floreios vocais etéreos são uma surpresa necessária. Some tudo e você terá uma das canções mais bombásticas do álbum.


Links: jumboelektro.com.br | myspace | tramavirtual | lastfm

O álbum Terrorist!? estará disponível a partir do dia 11/09 para download em diferentes formatos:

- MP3 com 128kbps (Grátis) no site www.mondo77.fm
- MP3 com 320kbps (R$2,00)
- FLAC (R$3,50)
- Wave (R$5,00)

O CD (em caixa acrílica) está disponível para pré-venda apenas pelo site da banda ao preço terrorista de R$11,90. O envio do álbum físico está previsto para o dia 28 de setembro.

Compre via Phonobase

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Coisa Linda Sound System - Da Vida e do Mundo (2009)

Coisa Linda Sound System é um duo alagoano formado por Marcelo Cabral e Aldo Jones, que faz um som que podemos classificar como 'Música Universal Alagoana', uma música que embora tenha referências universais, continua com uma forte identidade nas "raízes" da música alagoana, como Wado ou Sonic Junior. Eles estão lançando o seu segundo álbum, Da Vida e do Mundo, neste agosto de 2009.

Coisa Linda Sound System - Da Vida e do Mundo (2009)

1. Marcando (Marcelo Cabral / Daniel Meira)
2. À Toa (Tarso Araújo / Marcelo Cabral)
3. O Último Dia do Rio [feat. Wado] (Glauber Xavier)
4. Festa na Porta (Marcelo Cabral / Aldo Jones)
5. É Bom (Marcelo Cabral)
6. Temp. 02 (Aldo Jones)
7. Dharma Dub (Marcelo Cabral / Aldo Jones)
8. Seu [feat. Cris Braun] (Marcelo Cabral / Aldo Jones)
9. Cinzamarelo (Marcelo Cabral)
10. Estação (Marcelo Cabral / Alvinho Cabral)

DOWNLOAD [full album via RapidShare]

Ficha Técnica:
Marcelo Cabral: voz, baixo, guitarra
Aldo Jones: guitarras, programações, efeitos
Dinho Zampier: teclado
Rodrigo Peixe: bateria
Produzido por Aldo Jones e Marcelo Cabral.
Mixado e masterizado por Sergio Soffiatti.
Capa por Rafael Sica.


RELEASE:
Dupla alagoana Coisa Linda Sound System, formada pelo compositor Marcelo Cabral e o guitarrista Aldo Jones, lança o segundo disco da parceria, Da Vida e do Mundo, em agosto de 2009, com shows em São Paulo, Belo Horizonte e Maceió.

Marcelo Cabral é compositor, produtor e jornalista. Entre 1992 e 2000 foi vocalista e baixista do Mental, banda alagoana de rock. Em 2005, lançou o disco Marcelo Cabral e Trio Coisa Linda, produzido por Marcelo e Aldo Jones. Elogiado e considerado “eclético”, o disco passeia entre tendências, com bons comentários na mídia especializada.

Aldo Jones é guitarrista e produtor. Jones passou por diversas bandas da inovadora cena de música independente dos anos 90 em Maceió, como Ball, o peso pesado Dread, e mais recentemente, Sonic Junior, Vitor Pirralho e Coisa Linda. Seus projetos musicais o levaram para os palcos do Brasil e Europa afora.

Ao vivo, o baterista Rodrigo Peixe e o tecladista Dinho Zampier se unem à dupla, apresentando músicas do novo trabalho e do primeiro disco ao público.

Links:
myspace.com/coisalindasoundsystem
youtube.com/coisalindass
oinovosom.com.br/coisalindasoundsystem
coisalinda.conexaovivo.com.br
myspace.com/marcabral
myspace.com/aldojones
myspace.com/bandamental
mardecabral.blogspot.com
facebook.com/marcelo.cabral
twitter.com/marcelocabral


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Wado - Atlântico Negro (2009)

Wado está lançando seu quinto álbum, trata-se de Atlântico Negro, com 11 faixas, produção de Pedro Ivo Euzébio, gravado em Maceió, nos estúdios Gravamusic, Sagaz Estúdio e no Estúdio do Chico em Cruz das Almas, mixado por Kassin no estúdio Monoaural no Rio e por Beto Machado no estúdio YB em São Paulo, masterização de Sérgio Soffiatti, participações de Jucélia Gomes, Jan Aline, Helder Monteiro, João Paulo, Curumin, Rômulo Fróes, Miran Abs, Fernando Coelho, do trio vocal Chama Luz (Vera Marinho, Fernanda Fassanaro e Juliana Barbosa) e do produtor Pedro Ivo Euzébio.

Comecei a ouvir agora e só para variar, é muito bom. Na primeira audição, as músicas que mais me chamaram a atenção foi a trinca "Hercílio Luz", "Pavão Macaco" e principalmente "Frágil", muito possivelmente por serem canções com melodias e letras tocantes. Na segunda orelhada foi a vez de "Estrada", "Jejum/Cavaleiro de Aruanda", "Cordão de Isolamento" e a bela "Martelo de Ogum"...

MP3: Wado - Pavão Macaco

MP3: Wado - Frágil

Eis o faixa-a-faixa de Atlântico Negro do Wado para matéria na GazetaWeb.com.

1. Estrada (Wado/Dinho Zampier/Mia Couto)
É o afoxé mais afoxé do disco, quase um axé mesmo. Para começar com certo desconforto. Contém uma narração charmosa de um estudante estrangeiro que está em Maceió e é de Guiné-Bissau.

2. Atlântico Negro (Wado/Dinho Zampier/Beto Bryto/Fernando Coelho)
Vinheta final de Estrada, determina os rumos disco com interessante sotaque.

3. Jejum / Cavaleiro de Aruanda (Wado/Tony Osanah)
Medley de uma canção minha que pede um dia de abstinência com o clássico de Tony Osanah que foi sucesso com Gal Costa, Ronnie Von e recentemente com Margareth Menezes e Ney Matogrosso.

4. Martelo de Ogum (Wado/Dinho Zampier)
Samba que tem letra inspirada no título do álbum Made in the Dark, da banda Hotchip, e é uma homenagem a Ogum, orixá dos metais e das novas tecnologias.

5. Cordão de Isolamento (Wado/Dinho Zampier)
Afoxé inspirado nos discos de Davi Moraes e que toca no delicado assunto das cordas que separam classes sociais em carnavais e micaretas.

6. Hercílio Luz (Wado/Mia Couto)
Hercílio Luz é o nome da ponte de ferro de Florianópolis, Santa Catarina, que lembra a ponte de São Francisco, na Califórnia (EUA). Na minha infância ela era de uso apenas dos pedestres e dos ciclistas – por ser muito antiga, não tinha mais força para que carros a atravessassem com segurança. Muitos trechos da poesia de Mia Couto estão ali.

7. Pavão Macaco (Wado)
Lista coisas desconectadas de seu habitat e nos coloca frente a frente no espelho com uma espécie de bicho vaidoso e lacônico... Dizendo assim prefiro a música para contar a história...

8. Frágil (Wado/Alvinho Cabral)
É uma montanha-russa melódica e de sentimentos, uma canção de amor tradicional.

9. Feto / Sotaque (Wado – Wado/Alvinho Cabral/Eduardo Bahia)
Medley de duas canções que acho que, juntas, têm unidade de sentido e criam uma nova e ainda mais divertida. Única regravação minha no disco.

10. Boa Tarde, Povo (Baianas de Santa Luzia do Norte/Maria do Carmo)
Um clássico do cancioneiro alagoano que já foi gravado pelo grupo paulistano Barbatuques e teve remixes de Lucas Santtana. Nossa versão aproxima a música dos big beats do Fatboy Slim.

11. Rap Guerra no Iraque (Gil do Andaraí)
Conheci essa música numa coletânea de funk carioca chamada Proibidão, que faz muito sucesso no Rio de Janeiro – acho que essa era a vigésima sétima compilação feita. A letra é muito boa. Tentamos regravá-la de forma respeitosa.

DOWNLOAD via wado.com.br



Wado fará os primeiros shows de lançamento de Atlântico Negro neste mês de julho pelo interior e capital de Alagoas.

Confira os locais e datas:
Show Wado
Lançamento do CD Atlântico Negro
Participação João Paulo (Mopho)
E mais Coelho DJ

• Arapiraca – 25 de julho
Praça Ceci Cunha
21h
Gratuito

• Maceió – 01 de agosto
Armazém Uzina
22h
+ Show Gato Zarolho
Entrada + CD = R$ 15,00

• Viçosa – 08 de agosto
Praça Apolinário Rebelo
21h
Gratuito

• Maragogi – 29 de agosto
Próximo a Prefeitura
21h
Gratuito

Links: wado.com.br | myspace | flickr | fotolog | orkut


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