Lestics - 9 Sonhos / Les Tics (2007)

No final do ano passado eu (Olavo Rocha) e o Umberto Serpieri, nós dois integrantes dos Gianoukas Papoulas, montamos um projeto paralelo chamado Lestics. A idéia era – ainda é – muito simples: compor com absoluta liberdade; gravar em home studio; disponibilizar as gravações na internet para download gratuito; fazer (quase) tudo por nossa conta (a verdade é que na hora do aperto contamos com a inestimável ajuda de amigos como o artista plástico Guilherme Caldas e o DJ Reano DeVitto, além do suporte técnico de Homero Lotito do Reference Mastering).

Em março deste ano lançamos o nosso primeiro trabalho, o álbum 9 sonhos (ainda disponível para download grátis em letics.com.br). Compusemos o disco inteiro em poucos dias, gravamos em casa (o Umberto gravou todos os instrumentos), o Guilherme Caldas fez a arte e o site, jogamos na rede e pronto. Por “pronto” entenda-se que não fizemos shows de divulgação – naquela época shows não estavam nos nossos planos.

Lançado o 9 sonhos, retomamos o processo de composição, desta vez sem muita pressa. Meses depois tínhamos nove canções novas, o segundo disco. Demos a ele o nome de les tics. Na gravação e masterização repetimos o procedimento da estréia: gravamos em casa (desta vez o Umberto fez também algumas programações de bateria), masterizamos no Reference, e com a ajuda do Reano DeVitto colocamos o resultado do trabalho no nosso site.

Vejo 9 sonhos e les tics como trabalhos complementares. O primeiro é evidentemente um álbum conceitual, o nome já diz do que se trata. les tics é quase isso, ainda que o "conceito" não se apresente de forma tão explícita. É um disco de rock muito calcado no folk e no country, assim como o 9 sonhos. Tem momentos sombrios e momentos engraçados. Soa quase sempre suave, mas é legal de ouvir em volume bem alto. (Release por Olavo Rocha)


Lestics - 9 Sonhos (2007)

1. Elefantes
2. Mutatis Mutandi
3. Alguma Coisa Me Diz
4. O Mundo Acaba
5. Dois Olhos
6. O Rio
7. Tropeço
8. Canto de Sereia
9. Escuridão e Silêncio

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Lestics - Les Tics (2007)

1. Tipo
2. Gênio
3. Última Palavra
4. Luz do Outono
5. Náusea
6. Inevitável
7. Metamorfose
8. Caos
9. Ego

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Sites: letics.com.br e myspace.com/lestics e gianoukaspapoulas.com.br


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Rock Rocket - Por Um Rock and Roll Mais Alcoólatra e Inconsequente (2006)

O Rock Rocket é formado por Pesky (baixo), Alan (bateria e voz) e Noel (guitarra e voz). A banda chamou atenção pela primeira vez em 2004, quando lançou um clipe da música “Por um rock and roll mais alcoólatra e inconsequente” e foi premiado pelo Video Music Brasil, da MTV. “Quando a gente fez o clipe foi mais para mostrar aos amigos, botar na Internet. De repente começou a ser muito escolhido na MTV”, conta, por telefone, o Alan. A quantidade de conquistas no curto espaço de tempo é o melhor tempero do grupo. Eles falam como se nada demais estivesse acontecendo. A ficha ainda nem caiu.

“A banda começou igual a maioria das bandas mesmo, nada muito especial. Todo mundo era muleque com banda punk, dai calhou de conhecer o Noel num bar, chamei o Pesky e a gente começou a tocar”, resume o baterista. Modestia a parte, o disco do Rock Rocket, que leva o nome do clipe vencedor, é divertido até a última faixa. Rock cru, de guitarras rápidas e refrão muito bem humorado. Tem alguma coisa oitentista, mas sem ofender. Se aproximado com o rock do Daniel Belleza, faz pensar que é a estética dominante do rock paulista. Clima de Casa Belfiori, com luzes vermelhas, cheiro de cigarro e a dose da cachaça mais cara que um cerveja. Curiosamente, a banda ainda não tocou lá.

Não é um disco de muitos extremos. Na maior parte do tempo chega a parecer que eles vão morrer de tanto berrar “hoje eu vou beber para provocar o caos” ou “quando eu te vi / para trás eu quase cai”. Se você tem dúvida do gosto de cerveja que as músicas deixam, precisa se deixar enganar pela introdução quase Legião Urbana de “Cerveja Barata”. Quando o Alan e o Noel entram em coro no refrão gritando por “cerveja na veia”, parece um ode a geração de 60 até hoje e o legado de cheiro de ressaca que elas deixam no rock nacional. Muito bom, porque não dá para se levar a sério.

“Por um rock and roll mais alcoólatra e inconseqüente” foi lançado originalmente pela 13 records e agora vai ter distribuição nacional pela Trama. “Chegou a se conversar sobre lançar logo um disco novo, mas ainda temos muito o que trabalhar nesse”, completa. Foi a primeira, das três contratadas, que conseguiu fugir do estúdio e aproveitar o novo momento logo de imediato. No pano expansivo da gravadora, isso signífica já uma presença no novo programa de TV do Trama Virtual.

Rock Rocket soma pontos positivos para a Trama, que está fazendo bem o dever de casa de garimpar novos talentos pelo site. Além deles, já assinaram a também paulista Cansei de Ser Sexy e a paraibana Zefirina Bomba. “Foi uma coisa bem natural, eles já entravam em contato para fazer matérias para o site”, conta Alan. O disco deve ser reeditado até julho. “Se não levarmos ele para Garanhuns, com certeza vamos levar da edição anterior”, promete.

Contratos a parte, o Nordeste é a principal ansiedade da banda no momento. “Esses dias ouvi a Volver, achei muito legal, eles fazem um som meio anos 60 que tem a ver com a gente também”, conta Alan. Eles se apresentam juntos também no dia 21, num show no Armazém 14. No Festival de Inverno de Garanhuns, o show do Rock Rocket será no dia 25, uma terça-feira, junto com Feichecleres (PR) e Daniel Belezas e os Corações em Fúria (SP); que ficou conhecida no Recife depois de show no Abril pro Rock 2005.
(texto de Bruno Nogueira na Popup)

1. Por Um Rock And Roll Mais Alcoólatra E Inconsequente
2. Puro Amor Em Alto Mar
3. A Mulher Mais Linda Da Cidade
4. Cerveja Barata
5. Quem Depilou O Meu Rabo
6. O Babaca E A Meretriz
7. Lili
8. Filho Do Rock And Roll
9. Lizzie
10. Noite De Rock And Roll
11. Roqueiros Também Amam
12. Faixa Bônus

:: Download pelo Tramavirtual ::

Sites: RockRocket.com.br e Tramavirtual.com.br/RockRocket

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Cordel do Fogo Encantado - Transfiguração (2006)

A lona do circo foi desarmada. Depois de percorrer praticamente todo o país com o espetáculo que anunciava a passagem de um palhaço sem futuro e que rendeu indicações às mais respeitadas premiações musicais, o Cordel do Fogo Encantado lança seu terceiro disco: “Transfiguração”.

O trabalho completamente autoral reflete as mudanças na trajetória do grupo, que em 1997 saiu da pequena Arcoverde, sertão pernambucano brasileiro, para ganhar os ouvidos e as praças do mundo inteiro.

Do mergulho nos registros sonoros de suas origens, explorados no primeiro disco, passando pela combustão de “O Palhaço do Circo Sem Futuro”, dá-se a evolução musical da banda que cada vez mais apresenta uma musicalidade própria, única, forte, marcante e impactante.

A base continua a mesma: três percussões, um instrumento harmônico e a força da poesia como motivo da reunião. A maturidade musical se traduz no aprofundamento de novas descobertas sonoras de instrumentos. A percussão é levada para um ambiente mais contemporâneo, trazendo o frescor de uma música inventiva e não meramente reprodutora de ritmos existentes.

Com produção musical de Carlos Eduardo Miranda (O Rappa, Mundo Livre S/A, Raimundos, e Skank), co-produção de Gustavo Lenza (Bnegão e Mamelo Sound System) e mixagem de Scotty Hard (De La Soul, Wu Tang Clan, John Spencer Blues Explosion e Nação Zumbi), “Transfiguração” aponta o caminho de movimentação e mutação sonora da banda.

Pela primeira vez o processo de composição é invertido. Nos álbuns anteriores, o espetáculo nascia antes para depois virar registro de áudio. Agora, o disco nasce primeiro como música para posteriormente ser colocado em cena na estrada. Cada vez mais se aproxima a zona de limite pela qual transita o grupo, que passeia com a mesma força tanto pelas artes cênicas como pela musical. Isso se reflete na escolha dos produtores de “Transfiguração”.

“No primeiro disco convidamos Naná Vasconcelos por sua capacidade de teatralização da imagem em som. No segundo radicalizamos assinando a própria produção musical para assumir totalmente a autoria do trabalho. Neste terceiro a escolha de Miranda, Lenza e Scotty Hard sinaliza essa transformação, ao optarmos por trabalhar com produtores de forte expressão no meio musical”, comenta José Paes de Lira, vocalista e compositor do grupo.

“Transfiguração” é, entre os álbuns do grupo, o que apresenta maior diversidade musical. A única participação especial é de BNegão, na faixa “Pedra e Bala (ou Os Sertões)”. Repleto de referências, o disco propõe um passeio pelos universos de Graciliano Ramos, Ítalo Calvino, Nietzsche, Euclides da Cunha, Ana Cristina César, o beatnik de Jack Kerouak, além de Bertolt Brecht e José Celso Martinez Corrêa.

A produção independente, que teve o patrocínio da Petrobrás, traz 15 faixas, incluindo um bônus track com um solo de Clayton Barros e dois poemas: “TLANK!”, de Manoel Filó; e “Canto dos Emigrantes”, de Alberto da Cunha Melo, com interferências e texturas sonoras de Lira com Buguinha Dub.

1. Tlank!
2. Aqui (ou Memórias do Cárcere)
3. O Sinal Ficou Verde (ou Além do Bem e do Mal)
4. Sobre as Folhas (ou O Barão nas Árvores)
5. Preta
6. Pedra e Bala (ou Os Sertões)
7. Louco de Deus (ou Perto de Você)
8. Ela Disse Assim (ou A Teus Pés)
9. Transfiguração
10. O Lamento das Águas Sagradas
11. Joana do Arco (ou Agitprop)
12. Canto dos Emigrantes
13. Morte e Vida Stanley
14. Na Estrada (ou Quando Encontrei Dean Pela Primeira Vez)

{Clique com o botão direito do mouse no link da música; clique com o botão esquerdo do mouse em "salvar destino como..."}

Site: http://www.cordeldofogoencantado.com.br/

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